
Rio de Janeiro. Bairro Rio Comprido. Rua Guaicurús, sopé do Morro do Querosene. Lá nasci e me criei, sempre dentro dos ensinamentos mais dignos que uma pessoa modesta e cheia de honestidade poderia partilhar com sua prole, ensinamentos esses que meu pai fazia questão de levar consigo. A começar pelo nome. Dizia sempre que pobre só leva de bom e digno desta vida o nome limpo. Hoje entendo suas razões.
Lembro-me que, muito agarrada com ele, pois era a única criança dentro de um lar de mulheres já amadurecidas, tinha minhas vontades sempre satisfeitas, custasse o que custasse. Minha mãe fazia bolo quase todos os dias e era ele, Zezé, que batia a massa em uma tigela funda de beirada lascada e porcelana antiga com uma comprida colher de pau, acompanhado da menina franzina de pernas finas a esperar pela “rapa”...Era eu que, ao menor descuido dos olhos zelosos de minha mãe, via minha boca literalmente entupida pela massa deliciosa e crua do lanche da tarde.
Hoje levo a saudade nitidamente estampada na lembrança daquelas tardes precoces em que o riso de meu pai era de uma alegria marota de algo mau feito, sob as zangas constantes de minha mãe.
Lembro-me que, muito agarrada com ele, pois era a única criança dentro de um lar de mulheres já amadurecidas, tinha minhas vontades sempre satisfeitas, custasse o que custasse. Minha mãe fazia bolo quase todos os dias e era ele, Zezé, que batia a massa em uma tigela funda de beirada lascada e porcelana antiga com uma comprida colher de pau, acompanhado da menina franzina de pernas finas a esperar pela “rapa”...Era eu que, ao menor descuido dos olhos zelosos de minha mãe, via minha boca literalmente entupida pela massa deliciosa e crua do lanche da tarde.
Hoje levo a saudade nitidamente estampada na lembrança daquelas tardes precoces em que o riso de meu pai era de uma alegria marota de algo mau feito, sob as zangas constantes de minha mãe.
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